Rostos indistintos da memoria, simples pessoas que não conheço, que passam por mim. Cheiros invulgares, misturas de culturas, sons de gerações. Materias coloridas são visíveis, no meio de multidões de ar. Penso reconheçer vozes, canticos que fluem de uma esquinha, duma porta a berte. Dou de caras com bocados de História, pedaços de passado, em cada passagem. Recuo no tempo, sem notar, e de lá retiro tesouros. Vislumbro o céu, aos poucos, tarefa dificultada pelas lindas casas mais velhas que o tempo. Sento-me num bonito banco verde esmerelda, ladeado de vasos de coloridas flores, cujo nome desconheço por completo. Existem sonhos perdidos e vidas passadas, neste local. Nesta pequena rua, deteriorada pelo tempo.